No começo de junho de 2006, 51 vacas da Exposição Cow Parade foram distribuídas por Belo Horizonte. Elas tinham passado pela intervenção de artistas locais, entre convidados e selecionados. Belo Horizonte foi a segunda cidade da América Latina a acolher o evento, depois de São Paulo. A Popstencil (vulgo turtle e maopode) foi uma das selecionadas com o projeto “Vaca Coletivo“, que dialogava com a identidade visual dos ônibus da cidade, a sua função e memória afetiva.

A vaca em fibra de vidro recebeu pintura, retrovisores, lanternas, plataforma de acesso e bancos de passageiros. Foi inserida em área urbana aberta para interagir com o trânsito e com os pedestres. A única vaca na qual as crianças podiam subir e brincar.

Repercussão:

As vaquinhas fizeram barulho, “impostas” fisicamente no cotidiano do cidadão (por mais que grande parte tenha ido parar no shopping center, recintadas com cordão). Além da intervenções dos artistas, algumas vacas traziam literalmente propagandas. O cidadão que levanta a voz pode acabar como o “Vândalo (…) preso por pichar vaca da CowParade em BH”, que de acordo com o jornal era um jovem que bobeou e tomou o pato. Não foi esperto como outros que passaram a sua mensagem sem ter que lidar com a polícia, usando a mesma técnica e mais malícia: “Compre minha dor”, “Coma Carne Fetish” e “Seja Vegetariano”. Protesto, via dizendo, que mostra que em BH sempre houve um movimento atento à questão da carne e do bem estar dos animais (leia +).
…mas o mais legal mesmo foi o Vacas Magras.